10 de agosto de 2010

Rompimento e Reconciliação

Viu que já era hora de abandonar as amantes. Decisão tomada, rasgou e jogou na lixeira a Playboy escondida no banheiro.
Arrependido, resgatou-a da lata de lixo. Utilizou-se de fita durex. Seu destempero deixou cicatrizes.

7 de agosto de 2010

Sonho 01 – Marinho e a Antologia

Estou em um carro de luxo. A meu lado, no banco de trás, Roberto Marinho. O carro para em frente a uma igreja. Marinho desce e eu o acompanho. Sou um assessor seu. Há um corte temporal e já nos encontramos do lado de fora da igreja. Pessoas se ajoelham e reverenciam Marinho. Novo lapso temporal e eu já me encontro em casa. A decoração é despojada, clean. Companhia. Um carteiro me entrega uma encomenda. É um exemplar da segunda antologia do Bar do Escritor. Reconheço a capa preta e o cardápio estilizado.

Lameque da Silva Hyde

Sujo, pervertido grotesco e bonachão, Lameque foi o pior poeta que eu já tive o desprazer em ler. Uma cópia mal ajambrada de Gregório de Matos. Contudo, diziam que seu contos eram bonzinhos, um Bukowiski mezzo-tupiniquim, mezzo-carioca com uma lábia forjada nos botequins fétidos de Copacabana. As personagens eram quase sempre oriundas do underground: bandidos, prostitutas, cafetões, desempregados, etc. Eu detestava seu estilo mas, como há gosto para tudo...

Lameque se foi. Dizem uns que morreu após devorar uma panqueca da carne (sua iguaria predileta) supostamente envenenada por um marido traído. Outros afirmam ter ele sofrido um ataque cardíaco em pleno ato dentro de um bordel copacabaniano. Nunca saberemos mas, ele deixou um legado, um pequeno e nada singelo livro de contos que, sabe-se lá porque, eu posto o link abaixo.
Aqui Jaz Lameque - Contos - Editora Agooks

2 de agosto de 2010

O Vírus Nosso de Cada Dia

A navegação se fazia em límpidas águas cibernéticas. Nenhuma marola virtual, tempestades afastadas. Uma ou outra demora em abrir um determinado site, mais pela caduquice do meu PC do que a conexão em velocidade de cágado manco. De repente, a desagradável surpresa! Um alerta de vírus! "Nada de pânico! Respire fundo, você está protegido!", tranqüilizei-me. "Não vá me dizer que não atualizou o antivírus!", bradou a voz interna da consciência. Temi o cyber-apocalipse por uma fração de segundos.

Certa apreensão tomou conta do cronista. "Maldita dúvida", lamentei. Sempre confiei nos fabricantes de software e suas garantias de que o antivírus é atualizado periodicamente por meio daqueles downloads automáticos que nos assustam a cada nova conexão efetuada. Contudo, a julgar o infinito número de vírus de computadores nascidos a cada dia, considerei a possibilidade de algum deles ter escapado da patrulha do fabricante, contaminado meu disco rígido.

Relaxa, sujeito. Se o antivírus detectou alguma coisa errada em seu computador, é evidente que o inimigo plantado em seu território será eliminado, varrido das cercanias do seu HD. Disfarçando o medo, fiquei a observar atento o trabalho de varredura que o antivírus mostrava na tela, acompanhando os milhares de arquivos pesquisados, torcendo para que o teste se encerrasse e o Generic3.jrl, nome do invasor impertinente, fosse finalmente deletado.

40069 arquivos scanneados depois, dirigi-me sem perda de tempo para a área de resultados do scan test. A palavrinha mágica surgiu, não em luz néon, piscante, reluzente como exigiria a ocasião, mas um simples, em corpo dez ou doze, “deleted”. "Três vivas ao cão de guarda que zela pela segurança deste computador!", gritei entusiasmado.

Após o incidente, uma neurose instalou-se no meu disco rígido de carne, eufemismo tosco que uso para referir-me ao cérebro humano. Generic3.jrl fora abatido em pleno voo, mas, se algum programa espião não localizado estivesse lá dentro, vigiando meus passos, roendo meu Hard Disk, desvendando minha senhas?

Scannei nos arquivos da minha mente por onde os clicks do meu mouse haviam me levado em navegações pelos mares da Internet. Nada de anormal. Não acessei sites pornográficos, abri e-mails com notificação de que eu estava com o nome no SPC e muito menos cartões virtuais suspeitos. Mas, pelo sim, pelo não, compras feitas na rede, de agora em diante, só através da impressão de boleto bancário.

Bons tempos em que Cavalo de Tróia era apenas um presente de grego para troianos, vírus só provocava gripe e espião coisa de aventuras filmadas do James Bond.



1 de agosto de 2010

Link para minha entrevista no portal Araçatuba e Região

Falamos sobre o processo de criação e eu aproveitei para elogiar duas comunidades do Orkut onde jorra gente talentosa: A "Concursos Literários" e o "Bar do Escritor".

http://www.aracatubaeregiao.com.br/entrevistadozulmarlopes.htm